08/07/2009
Alguns jovens passaram os últimos 365 dias com apenas um endereço na cabeça: Rua Sólon, 1121, Bom Retiro. Não, eles não moram por lá. Suas casas são vizinhas ao Projeto Arrastão: Jardim Maria Sampaio, Jardim Helga, Jardim Rosana, entre outros bairros da região.
O endereço dito acima é do Instituto Criar de TV, Cinema e Novas Mídias. O sonho de muitos jovens que passam pelas oficinas do Projeto Arrastão, e de outras organizações que trabalham com comunicação. E em 2009, três jovens daqui farão parte de um seleto grupo de 150 jovens que terá formação técnica na área da comunicação, com direito, entre outras coisas, a um registro profissional – DRT – daqui a um ano. Foram mais de 700 jovens indicados pelas organizações parceiras, que passaram por duas fases de seleção criteriosa e cuidadosa, o que resultou na escolha desses 150.
O Projeto Arrastão indicou 10 jovens. Garotos e garotas como Karen Furbino, Fernanda Mourão e Rafael Otaviano da Silva, o popular “Fish”, que sonham transformar suas vidas a partir dos estudos. E agora terão uma excelente oportunidade para isto. Segundo o Instituto Criar, a maioria dos jovens que passou por lá está no mercado de trabalho, dentro da área, e com ótimos rendimentos.
Rafael conheceu o Projeto Arrastão em 2007, quando entrou para a Oficina de Graffiti. Envolvido com as atividades culturais da região, já organizava saraus e projeções de filmes na comunidade.
Karen já tem um pouco mais de tempo por aqui. Entrou em 2003 para um curso de teatro e nunca mais saiu. Participou também de capacitações de fotografia no Instituto Tomie Ohtake. Em 2008, integrou o primeiro grupo de teatro juvenil do Projeto Arrastão a criar um espetáculo; o grupo Quereres. Com “Sapato Apertado”, ficou em cartaz durante um bom tempo no Teatro Vivo, em São Paulo.
Outra integrante do Quereres que também participará da formação profissionalizante do Instituto Criar é Fernanda Mourão. Está no Projeto Arrastão desde muito pequena, quando fazia parte da Educação Infantil , nosso primeiro programa educacional. De lá para cá foram quase 16 anos, passando pelo Centro para Criança e Adolescente e pelo Programa de Formação de Jovens, até chegar ao teatro, sua grande paixão.
Estas três histórias, estes três jovens, se juntam agora a mais 147 outras histórias, 147 outros jovens. Rafael fazendo Operação de Áudio; Fernanda, Cabelo e Maquiagem e Karen, Oficina de Cenografia. Em comum, o sonho. E o mesmo trajeto de ida e volta para alcançá-lo.
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